Daniel Campos
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Obras


Conspiração Tamburello


2009 - Romance não-ficção

Editora Auxiliadora

Resumo


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Conspiração Tamburello - Apresentação

Apresentação

Onde você estava no dia 1º de maio de 1994? O que você fazia nesta data, mais precisamente entre as 9h12 e 9h13, horário de Brasília? Você tem algum álibi para comprovar o que diz? Caso não tenha, é suspeito de um dos principais crimes da história - a morte de Ayrton Senna. Desculpe o tom de acusação, mas este é o clima do livro. A mistura de um romance policial com uma narração poética da realidade tempera a história da morte de um dos maiores pilotos da F1 e as histórias que a envolvem. Na condição de afluentes, muitos personagens e fatos, à primeira vista secundários, deságuam na história oficial, mudando seu curso, sua forma, sua vazão.

Em muitas vezes, a versão extra-oficial é mais verídica do que a oficial. Você realmente acredita que Pedro Álvares Cabral se perdeu no meio do Atlântico e foi jogado pelo mar na costa brasileira pelo simples acaso? Ou foi tudo obra de uma conspiração, movida por ambição e ganânica? A morte de Jesus Cristo foi fruto de uma conspiração, envolvendo deus e o diabo, tendo em Judas um de seus principais expontes. As páginas deste livro são como as dos evangelhos apócrifos, você pode até não acreditar, mas elas existem. Existem, incomodam, atormentam, angustiam, questionam, chamam. O papel dessa trama é provocar uma revolução no seu modo de enxergar, de pensar, de encarar o que levou à morte de Ayrton Senna.

O que você vê diante da seqüência numérica "01/05/1994"? Se enxergar apenas números, pode se preparar para mudar de opinião ou fechar o livro. Afinal, há um verdadeiro código secreto por trás desses símbolos. Embora já se vão cinco, dez, quinze anos, a morte de Ayrton Senna se tornou maior que o tempo, transformando-se em uma cicatriz no inconsciente de quem acompanhava este piloto, seja de longe, de perto ou de muito perto.

Você pode dizer: 15 anos depois, esse assunto de novo? O assunto pode ser o mesmo, mas a forma como é contado é extremamente diferente. Afinal, o livro descarta a possibilidade de acidente. O que você sempre ouviu não foi que Senna morreu em um acidente na pista de Ímola? Pois bem, não foi acidente. Nessas páginas você vai recordar momentos, olhar alguns fatos com uma angulação diferente, associar situações e descobrir detalhes que não quiseram ser descobertos. Todos dizem que é necessário se afastar para ter a visão correta. Uma distância de 15 anos é o afastamento perfeito.

Quem tem hoje quinze anos nunca viu Ayrton Senna nas pistas. Existe uma geração que cresceu sem assistir esse piloto em ação. Responder quem ou o quê matou Ayrton Senna, quinze anos depois, é mais ou menos tentar dizer quem atirou no presidente Kennedy, se o acidente de carro de Juscelino foi provocado, se o suicídio de Getúlio foi real ou apenas uma farsa. O fato é que nenhum acidente desde o nascimento do automóvel, há mais de cem anos, mereceu tantas análises, visões, perícias, estudos.

Câmeras de televisão, computação gráfica, tecnologia espacial, teorias físicas e matemáticas foram utilizadas para tentar explicar como o Williams de Senna ficou indomável na curva Tamburello, indo ao encontro do muro de proteção e projetando, através do capacete amarelo, um braço de suspensão que perfurou a cabeça do piloto no ângulo exato da morte.

O livro revira o que já foi apurado e insinua que não houve acidente, mas um crime. A obra levanta várias teorias, derruba mitos e cria caminhos para desvendar esse mistério. Na história da F1 nenhuma equipe admitiu que um acidente fatal tivesse ocorrido por falha mecânica no carro; dono de autódromo algum afirmou que um circuito matou alguém; dirigentes jamais confessaram que as regras do jogo levaram alguém à morte. As respostas definitivas e oficiais, certamente, jamais aparecerão, porque tudo foi enredado nas malhas do destino. Mas resta saber quem manipulou o destino. Daí, o papel da conspiração. O destino, pela lei natural das coisas, é o primeiro dos conspiradores.

Ao tentar decifrar a morte, tenta-se também decifrar o mito Senna. O homem e o mito se intercalam ao longo da linha do tempo em uma trajetória repleta de trepidações. Um dos mais fantásticos heróis do esporte foi também um dos mais enigmáticos. Quinze anos depois, Senna continua sendo um mistério a ser decifrado. Essas páginas desbravam um pouco deste que redesenhou os limites da F1, redefinindo o efeito de velocidade. Durante sua trajetória, Ayrton despertou sentimentos contraditórios e mexeu com o rumo de várias vidas a ponto de alimentar conspiradores.

Primeiro de maio de 1994. Aquele domingo marcou a memória, o calendário, a história. Chego a me assustar com as minhas gavetas, internas e externas, que guardam muito do "Dia D" da conspiração. É incrível como a memória pode nos conduzir a caminhos submersos no tempo e no espaço. São coisas que brotam da cabeça, do coração, do desconhecido sem mais explicações. Mas brotam. E aquele 1º de maio de 1994 ainda brota em mim, como fonte, como nascente, como veio de um rio que não deixa de correr. Para além das imagens, eu me inebrio nos cheiros, nos sons, nos sabores daquele primeiro dia de maio. Afinal, foi nessa data que Ayrton Senna entrou a mais de 300 quilômetros por hora na curva Tamburello, no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália, e de lá, não mais saiu.

Na época, embora com apenas treze anos de idade, acompanhei aquela sucessão de acontecimentos como um torcedor passional. Depois, a poesia e a escrita foram escrevendo essa história, de um outro jeito, dentro de mim. Como jornalista, montei uma linha investigativa e, como Senna, corri à frente do que foi dito. Durante esses anos todos me debrucei sobre essa odisséia sem final e, assim como eu, encontrei muita gente interessada em saber mais sobre o que se passou antes, durante e depois daquele fatídico 1° de maio de 1994. Há quem faça justiça criminal, há quem faça justiça social e há quem faça justiça literária. Eis o meu caso.

Imagine este livro como um cockpit de carro de F1. Entre, puxe o cinto de cinco pontas, coloque o volante, aperte a ignição, controle a embreagem e acelere rumo a um dos maiores mistérios do automobilismo mundial. Só tenha cuidado quando for entrar com pé embaixo na Tamburello, afinal nunca se sabe quando ela fará mais uma vítima. No circuito dessas páginas, você vai se envolver em uma narrativa poética que conta detalhes da morte de Senna, os bastidores do circo e a mística que envolve a curva Tamburello. A morte de Senna foi a última do circo da F1 e não aconteceu somente por
acontecer.

O que matou Senna? Essa pergunta foi feita e refeita por uma multidão durante muitos anos. Só que essas páginas vão além e fazem uma outra pergunta: Quem matou Senna? O livro investiga, acusa, denuncia, supõe, reflete, instiga, revolta, emociona. Mistura jornalismo e literatura, fatos e passionalidade. Nessas páginas, um Senna tímido e arrojado, frágil e corajoso, homem e deus. Muitos o apedrejaram. Muitos rezaram no seu altar. A identidade de Senna nunca foi revelada. Este livro não é uma biografia de sua vida, mas uma crônica de sua morte. Neste livro, o Magic Senna, o Rei de Mônaco, o Silvastone, o Beco, o Senhor da Chuva são personagens secundários diante do Senna Ímolado em Ímola.


Comentários

03/06/2011, por Thiago Martins:

Procuro entender este fato tem alguns anos.

19/06/2011, por Ailton:

Jamais iremos saber o que matou o senna mais fica essa dúvida o que será que realmente aconteceu o carro ficava rodopiando tinha coisa errada ele nunca usou recursos eletrônicos no carro.

27/11/2011, por EDINALVA:

ACREDITO EM HOMICÍDIO, POIS ANTES DA CORRIDA TODOS VIRAM UMA IMAGEM DO SENNA MUITO ABORRECIDO E COM O ROSTO QUASE DESFIGURADO COMO SE SENTINDO PRESSIONADO POR "ALGUÉM " a fazer algo que não concordava, E ERA CLARO PARA QUEM É UM POUCO OBSERVADOR , QUE OS OLHARES DELE DE INSEGURANÇA ERAM EM DIREÇÃO AO SEU CARRO, DIGO AO CARRO DO SEU "PATRÃO", PARECIA QUE ESTAVA PEDINDO AO CARRO QUE JÁ O levou em tantas OUTRAS CORRIDAS QUE ELE SE SUPERASSE E QUE SUA VIDA DEPENDERIA DISSO. PARA MIM ESTAVA VISÍVEL QUE "ELE ", O SENNA JÁ SABIA DO RISCO QUE SOFRIA , EM ESPECIAL NAQUELE DIA.

01/08/2011, por Cláudio Henrique:

Quando Senna morreu eu tinha exatamente 3 anos e 361 dias, não lembro muito bem daquela época, não lembro de nenhuma das vezes que ele foi campeão, o que ficou na minha memória foi o dia em que fiquei parado na frente da TV vendo a última corrida de Senna pelas avenidas de SP, por incrível que parece lembro até da minha tristeza naqueles minutos que fiquei estático olhando aquele último trajeto. Agora já com 21 anos vi muito sobre o Senna, vi os títulos e vi até um título que ele ganhou de forma brilhante que lhe foi tirado, alegaram que ele voltou pra prova de maneira ilegal utilizando a pista de escape, vi muitas "brigas" com o Francês, discussão com "O Cara" da F1 e foi todas essa discussões e "tranbiques" pra cima de Senna que me levaram uma interrogação sobre sua morte. Mas o que eu sei é que os domingos de todos os brasileiros nunca mais foi o mesmo. Valeu Senna ps: Ailton na temporada de 94 todos os carros já tinham equipamentos eletrônicos, o que prejudicou Senna, ele ganhava corridas no braço, nos pés, no talento, o carro era só um detalhe.

01/08/2011, por Claudio Henrique:

Forte abra~ço Daniel Campos, muito sucesso pra Ti. Sg Bom !


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