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Suprema
2008 - Poesia
Este é o terceiro livro consecutivo de poemas em versos inteiramente dedicado à mulher amada. Musa de suas canções, a composição física e espiritual de Marilene, além do amor que os envolve, dão a tônica a esse livro que traz ao alcance dos leitores um poeta mais maduro em relação ao amor. Ao longo dos mais de cem poemas estampados nessas páginas, a musa toma corpo e dá movimento à poesia. Na verdade, uma coreografia de entrega. Entrega plena.
Eroscentrismo, Marilênico e Suprema, que dá nome ao livro, são alguns dos poemas que abordam não somente o sonho, mas a realidade que envolve a criatura amada. O livro trata da supremacia de Marilene na vida de Daniel, que retrata detalhes do relacionamento, o medo da descriação desse mundo, a ânsia de querer redimensionar tempo e espaço para amar ainda mais. A inquietude do amor, mesmo com o passar dos anos, não é amenizada. Ao menos, não quando se trata de Daniel Campos.
O sentimento extrapola as barreiras, os limites e as fronteiras físicas ou não, e o poeta canta o amor de forma desesperada. Mais do que conviver, Daniel quer viver o sentimento com intensidade tamanha ao ponto de querer ser parte e, inclusive o todo, da mulher amada. Por tudo isso, a obra Suprema, que sucede Anjo Lilás e Bendicta, completa uma trilogia poeticamente apaixonada.
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Bendicta
2007 - Poesia
A primeira vista, pode-se dizer que a grafia do título do livro está incorreta. Mas para Daniel Campos o nome de batismo do livro é uma palavra recém-nascida da junção entre o português e o latim. Do encontro entre bendita e benedicta, nasceu bendicta. E é assim, como uma criatura, acima de tudo, bendicta, que o poeta vê, sente e vive a mulher amada.
Bendicta pode ser considerado a consolidação da poesia de Anjo Lilás ou um livro totalmente independente. Embora as duas obras cantem o amor à mesma mulher, que é a causa de uma procura de mais de dez anos, em Bendicta, por mais uma vez, a poética se renova interna e plasticamente. Nesta obra, do princípio ao fim, a mulher amada está ao lado do poeta e a distancia e o tempo assumem outro sentido, outra forma, outra dinâmica. Ao contrário das previsões dos céticos, os sentimentos não se acomodam, tampouco se aquietam. Eles ganham ainda mais força e continuam gritando e se expondo em carne viva no papel.
Em Bendicta, os poemas aprofundam os duelos entre o sacro e o profano, entre o céu e o inferno, entre o excepcional e o cotidiano na tentativa de descobrir a mulher amada e passar essas descobertas para o papel. A mulher amada, depois de encontrada, é amada para valer, maturada e decantada em versos. É esse detalhamento da mulher e do sentimento que o leitor irá encontrar nessas páginas bendictas.
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Caminhos De Mim
2007 - Prosa
Ao longo dessa jornada poética, o caminho que Daniel Campos mais percorreu foi seus interiores. Em expedições, viagens, sonhos, buscas, inspirações interiores, o poeta percorre suas trilhas, suas grutas, seus riachos... e se depara com penhascos, corredeiras, mata fechada. A cada novo texto, o poeta se revela um pouco. E vira e revira sentimentos pelo avesso. E feito assassino mata sentimentos. E feito parideira, pari sentimentos.
Os caminhos de sentimentos de Daniel alongam e distendem, cruzam e se descruzam e parecem não ter fim. Ao menos, um fim definido, conhecido, sabido. E eis o mistério que habita o poeta e o leva a caminhar mais e mais nesse caminho de dentro.
Este livro é formado por textos de prosa, com narrativas produzidas para a pós-graduação em Jornalismo Literário, com textos perdidos na gaveta e escritos ao longo de 2006. O título do livro é sintetizado no texto homônimo que traça um perfil do poeta. Um perfil literário, poético, íntimo. Um pouco da história de Daniel desvendada em linhas. Linhas que são caminhos.
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Iroko i só! Eeró
2007 - Romance
Mais um romance onde Daniel leva o leitor para o interior. O interior físico e psicológico. O interior de lendas e o interior que angustia. Desta vez, um jovem escritor, cobrado de sua editora por uma grande história, deixa a cidade grande para retornar ao interior em busca de um segredo - a imortalidade. Entre os inúmeros causos que seu avô contava em volta do fogão de lenha, estava o causo de uma mulher que dizia ter mais de quatrocentos anos de vida. Uma mulher que havia nascido prometida a Iroko, o deus nagô da imortalidade representado por uma árvore.
O jovem rompe o universo das histórias e fica frente a frente com a árvore e a velha senhora. As histórias deixam de ser contadas pela boca de seu avô e ganham pernas tortas, cabelos brancos, vozes roucas e folhas e tronco e raízes. Em uma investigação poética, o jovem mergulha naquele universo folclórico. E chega uma hora que não sabe mais o que é real e o que é ficção. Quebra essa barreira e tudo passa a ser realidade e ficção, tudo passa a ser mentira e verdade, tudo passa a ser beleza e assombração.
Em Iroko i só! Eeró Daniel, mais uma vez, embaralha as cartas e traz a ficção para a realidade e a realidade para a ficção em uma narrativa rica em detalhes e suspense. Longe de ser uma história de terror, esse romance aterroriza a idéia de que não existe limite entre dois mundos, o real e o sobrenatural.
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Anjo Lilás
2006 - Poesia
Em Anjo Lilás, depois de um período marcado por prosas e pela poesia métrica, Daniel se reencontra com os versos livres. Mas não é um reencontro qualquer. Poesias que continuam falando de amor, mas agora de um amor diferente. Diferente em sua dimensão, em sua forma, em seu sentimento.
Depois de 10 anos de caminhada poética, a busca pela mulher amada se concretiza. Na verdade, a busca pela mulher amada rompe os limites e alcança os céus... O poeta se vê diante de um anjo lilás (Marilene). E no beijo da amada, que é metade anjo e metade mulher, a poesia de Daniel não só se renova, mas ganha força e intensidade. Um amor intenso em corpo, intenso em alma, intenso em espírito.
Anjo Lilás traz um poeta realizado sentimentalmente falando. Mas um poeta que continua sua caminhada em busca de viver todos os segredos e mistérios que compõe a mulher amada. Mais do que nunca, o amor sai do abstrato e vem para um plano que é concreto, mas que tem asas.
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Contas de Contos
2006 - Contos
Mais do que uma brincadeira poética, o nome desse livro tenta traduzir um cenário, um contexto, uma conjuntura presente em todas as páginas. Em linhas gerais, um apanhado de contos. Um apanhado de contos tendo como protagonista uma mulher. São contos curtos nascidos da observação de um poeta.
A mulher comum. A mulher especial. A mulher cotidiana. O poeta colhe todas as mulheres e tenta promover uma história única. Afinal, a mulher enquanto fêmea, enquanto Eva, enquanto natureza é única, mas uma unicidade que se desdobra em tantas personagens. Personagens de carne, osso e alma entregues a realidade de um mundo conhecido e presente em cada um de nós.
É um mundo de amores, de angústias, de sonhos, de promessas... um mundo concreto e ficcional ao mesmo tempo. É nesse cenário que as mulheres se dispõe, como rainhas num tabuleiro de xadrez. E elas se movem de um jeito próprio, tem uma beleza, uma força, uma postura próprias e uma importância ímpar. Afinal, uma rainha coloca um rei em xeque, mas um rei não faz com ela o mesmo.
Mais uma obra onde o poeta homenageia a mulher. E num gênero que ele transforma em pequenas histórias poéticas da realidade.
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Sonetos
2005 - Poesia
A benção, Vinícius de Moraes. Seja quando ainda desafinava as cordas de aço de um violão ou em invocação ao poeta que mais influenciou sua entrega à escrita, Daniel Campos, por inúmeras vezes, pediu benção a Vinícius. Além da influência passional, presente em toda obra, a inspiração estética pode ser conferido nessa obra. Seja pelo ritmo, pelo som, pela forma, o soneto foi a construção poética que mais cativou Daniel. Prova disso é que Pêssegos de Vênus, sua primeira obra, foi toda escrita em sonetos.
Anos depois, Daniel volta a entregar uma obra inteira aos sonetos. Mais maduro, o poeta tenta imprimir o seu estilo nessa forma clássica de escrever. Nesse livro, o poeta abre as gavetas e retira dali a fina flor de seus sonetos.
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O Gosto de uma época
2004 - Prosa
Nos idos de 2002 e 2003, o tradicional hábito de acordar domingo de manhã, ir à padaria e comprar o Jornal O Impacto, um dos principais jornais da pequena Mogi-Mirim, ganhou um outro significado. Entre pães franceses, pães bengalas e pães de torresmo, uma pilha de jornal. Só que um jornal diferente. Além das notícias sobre o cotidiano da cidade, as linhas da coluna de um poeta, escritor e estudante de jornalismo. Daniel Campos.
A expectativa de abrir o jornal e ver artigos, crônicas e contos publicados no jornal deu um novo gosto para a caminhada literária de Daniel. O poeta passa a se dedicar a prosa e, em grande parte, por influência de seu pai. Amante de jornais e da escrita, Antônio Carlos era o leitor mais assíduo. Entre o cheiro do café, os olhos do pai diante da leitura, um gosto à parte.
Além desse gosto familiar, os textos, em especiais artigos, alimentavam discussões na Câmara dos Vereadores de Mogi-Mirim. Daniel passa a freqüentar os gabinetes, as sessões, a tomar gosto pelo universo da política. Os artigos tentam despertar na sociedade uma consciência sobre a realidade da cidade. E tudo isso usando uma espécie de luva de pelica. Os artigos interferem na política da cidade e chegam até as mãos do governador de São Paulo. Os artigos poéticos mexem com a cidade e marcam época na vida de Daniel. Essa obra reúne esses textos, em uma espécie de antologia, e tenta resgatar esse gosto.
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Tempus
2004 - Poesia
Essa obra é o retrato da consolidação de uma óptica própria de Daniel, que vê o Tempo como o senhor da vida. O maior de todos os deuses. O deus do amor, dos mares, da guerra, da morte submissos... todos submissos ao deus do tempo. E como o criador que proferiu fiat lux, nesse livro é como se o poeta dissesse fiat tempus.
Os poemas Tempus e Tempo são prova dessa preocupação ou dessa tentativa de entender o tempo. Tempo de o poeta arrumar as malas e novamente ir a mundos não descobertos. Agora, o destino se chama Brasília.
A poesia pulsante de Daniel encontra o bucolismo de uma capital marcada pelo verde abundante, pelo horizonte sem limites e pelos espaços vazios. A poesia do poeta vindo do interior se defronta com as retas curvas de Niemayer, o plano de Lucio Costa e o sonho de JK.
O resultado são poesias mais reflexivas, mais angustiantes, mais preocupantes. E a busca pela mulher amada continua presente nos poemas.
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Vila das Valsas
2004 - Romance
Daniel, como um trem, quase fantasma, leva-nos a uma vila nascida entre o nada e o lugar algum. Lá, um casarão e um barão. Lá, uma mulher que se transforma com as fases da lua. Lá, um prefeito socialista. Lá, uma mulher que prevê a morte. Lá, um imperador com gado a perder de vista. Lá, um peão que conversa com os bois. Lá, um francês emudecido pelo próprio passado. Lá, uma procissão de gente, uma procissão de gato, uma procissão de lua. Lá, uma mulher que vendeu sua alma para o piano. Lá, um homem que vive entre gatos. Lá, uma velha que defende o escudo de sua escola. Lá, uma mulher que apanha e cala. Lá, em Vila das Valsas.
É nesse contexto que desembarca a personagem principal da trama, ou melhor, o fio condutor da trama. Um homem misterioso, sem endereço, sem nome, sem história e, ao mesmo tempo, com tantas histórias em si. Como um cavaleiro andante da ilusão, esse homem vai viver a fundo uma vila marcada por paixões proibidas, secretas e devassadoras. O maior desafio desse homem será não influenciar em tantos destinos. Tarde mais, o trem parou e o homem, mesmo com todos os avisos, desembarcou a procura de ilusões.
O décimo livro de Daniel Campos é um romance. Com um estilo próprio, Vila das Valas é um romance escrito em uma linguagem poética, mais íntima, psicológica, sem os tradicionais travessões. Aliás, o tempo, o espaço e a trama se perdem no campo psicológico. Depois de cinco anos de construção, o resultado é uma obra perdida entre a fantasia e a realidade, um mundo que Daniel se sente em casa.
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