Daniel Campos

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Brasília

Do alto da asa norte
Tudo se faz de ilusão
A torre é de tricô
A praça é de pedra
A catedral é de trigo...

Do alto da asa norte
Os jardins suspensos
Feitos de flores d?água
E de outros desejos
Se desprendem de vez...

Do alto da asa norte
O cheiro de cafés
Distantes
Flutua ainda mais forte
Pela varanda.

Do alto da asa norte
Ouve-se uma valsinha
E cubos de gelo
Se debatem de calor
Em taças de areia.

Do alto da asa norte
O céu se exibi
E abraça sol e lua, lua e sol
Num quadrante sem nuvens
Feito contorcionista.

Do alto da asa norte
Uma mulher caminha pelas pontas
Daquele horizonte sem fundo
Sem dobras, sem rasuras,
Sem asas.


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