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Encontrados 1244 textos. Exibindo página 125 de 125.
Vozes do deserto
Vozes do deserto
Grãos de areia
Perdidos no templo do sol.
Vozes que não respondem
E se escondem
Entre dunas e tempestades.
Vozes que são ouvidas
Distantes e sozinhas
Por não se sabe onde.
Vozes de tanta sede
Que se afogam
Nos oásis da imaginação.
Vozes que caminham
Entre tantas marcas
De sonhos e promessas.
Vozes que escorrem
Como grãos de areia
Na ampulheta do tempo.
Vozes do vento
Ouça o que diz o vento...
Ouça o que diz o vento...
Ouça o que diz o vento...
O vento
Me percorre
Me invade
Se alastra em mim
Feito erva-daninha
O vento
Me corre
Me arde
Soa como o clarim
De uma abelha rainha
(pausa)
Ouça o que diz o vento...
(pausa)
Ouça o que diz o vento...
(pausa)
Ouça o que diz o vento...
(pausa)
O vento
Me entranha
Me devora...
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Xavante amor
E agora?
Teu beijo
Tingiu
De urucum
Minh´alma
E agora?
Sou vermelho
Ao rum
De desejo
E agora?
Sou tupi
Sumi
Em minha cor
Sou fogo
Sou lobo
Sou ardor
E agora
Chora essa saudade
Amarela
Pálida
De realidade
E agora
Fecha essa janela
Cálida
Tudo mais
É a cera
Da vela
Que abelha chora.
Xeque-mate
Por que a vida há de ser assim
Esse jogo de gostar e desgostar
Que pode ser triste ao se findar
E até ganhar seu próprio fim.
E se mudássemos a mesa de apostas?
E se invertêssemos as personagens?
E se olhássemos para as nossas costas?
E se deixássemos de lado as miragens?
A vida é um jogo de olhos vendados
Onde são tantos os viciados
Que se perdem em intuições.
A vida é um cassino de roletas tortas
Onde derrotas e vitórias são portas...
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