Daniel Campos

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Encontrados 85 textos. Exibindo página 6 de 9.

Berradeiro

Por que
Insiste em me olhar assim
Com esse sorriso:
Sorriso eterno e farto
Sorriso que contagia e chama.
Por quê?
Por que o sorriso no olhar?
Por quê?
Se em face aos meus
Os seus
Olhos
São livros não lidos
São pedaços de sentimentos
São sorrisos mal-acabados.
Por quê?
Será que finge o sorriso...
Será que o encanto é falso...
Será que é mesma você...
Por quê?
Por que será?
Por quê?...
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Bicho da seda

As suas mãos
Ainda demarcam a minha camisa
Está onde os botões
Não querem se abrir
Para não deixar escapar
O tempo que embora curto
Foi infinito,
Que embora triste
Foi de uma beleza difícil de entender.
As suas mãos
Ainda marcam o tecido
E a minha pele
De tal modo
Que diante da camisa em cabide
Pareço nu,
De tantas que foram as suas mãos
Sempre intensas
E propensas a longos abraços...
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09/10/2016 - Bigorna do tempo

Sua lembrança
Chega e se instala
Me tira a fala
E o juízo
Faz lambança
Atiça minha tara
E depois desaparece
Como quem diz
Esquece
De repente
Me vira a cara
E se torna
Novamente
O que nunca quis:
Lembrança

Uma lembrança
Que perdura
E entorna
O sentimento
E é tão dura
Como a bigorna
Do tempo.


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Bilhete

Nenhum bilhete
Esparramado sobre a mesa
Nenhum ramalhete
Ao lado de uma vela acesa
Nenhum sinal de partida
Nenhuma despedida
Aparente
Ou de repente.

Só resta
Um papel sem caligrafias
Só resta
Das flores e das velas
Outras fotografias
Nenhuma porta encostada
Rastos ou pegadas.


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19/08/2016 - Blue e red

Tive medo de te perder
Mas amor não se perde

Veio o medo de me esquecer
Mas amor ao tempo não cede

Tive medo de não me querer
Mas amor só é blue se for red


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Boa-tarde

Se me disser para ir
Não sei para onde
Eu vou até me perder de vista.

Se me disser para falar
Qualquer coisa
Eu me calo até lhe deixar surda.

Se me disser para esquecer
O ontem no amanhã
Eu prometo pedir desculpas.


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Boca de tafetá

O jardim
A varanda
A falta de sol
Perdem o sentido
Quando eu quero
Que me deixem
Ou que nos deixem
Sozinhos
Nos olhos
De linho
De um tempo
Que nos traz
De volta
Na boca
De tafetá
De um tempo
Que ainda não há
De volta
Numa estada sem volta
De um tempo
Que fica nu
E a gente
Como dois apressados
Como dois condenados
O comemo-lo cru.


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01/01/2015 - Boca recém-nascida

Ao beijar a boca recém-nascida
Sente-se o hálito de esperança
Vindo do moinho do meio do caminho
No fundo do mundo sem fundo
Que nos traz uma alma criança
Ao corpo cansado de despedida

Um beijo na pele macia do dia
Raiado há pouco no horizonte
Um beijo na inocente fantasia
Que nasce como sol atrás do monte

Beijos e mais beijos nos pássaros
Que cantam despertando o novo
Movendo os trens de aço
Que cortam a cidade das solidões...
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Bodas de algodão

Um ano onde o amor
Amor maior amor
Depois de ensaiar
Tantos planos
Depois de atravessar
Tantos oceanos
Aporta na porta
De um coração de pano,
Coração de algodão,
E se faz amor
Amor ainda maior amor.

Um ano de uma verdade
Absoluta
Um ano de uma saudade
Que quando distante
Fere a criatura amante
E menina e infante
Machuca.
Um ano de uma vontade
Abrupta
De ficar perto...
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Boêmia

Escorre em tantos caminhos
No cristal de uma boêmia
A sangria
Da vinhas em vinhos
Nas faces da flor
Que lembra o dissabor
De uma toalha opaca
De uma mesa num canto
Esquecida
De fingir que foi tida
E que maltrata
O próprio pranto
Que apaga suas velas
Como molduras sem telas
Onde o castiçal
Vazio
É um ato banal
E frio
Para os lábios
Que sem presságios
São tintos
Famintos
Da cena...
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