Daniel Campos

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Encontrados 142 textos. Exibindo página 7 de 15.

05/07/2016 - Entre nós

Entre o sim
E o não
Há um universo
De possibilidades

Porém, entre eu
E você
A única probabilidade
É a certeza do amor.


Comentários Comentários (2)

Entre o céu e o mar

Por todo o céu
Não cabê-la,
A estrela
Definha
E equilibra
Suas pontas
Ainda tontas
Em uma linha
De néon
Que algum querubim
Esqueceu de guardar,
E assim
Meio amarrada,
Meio dependurada,
Ela desce
Se esquece
Enrosca
Suas pernas
Quase se enforca
E ama
E grita
E cai
Do infinito
Num ar tão bonito
E ao acordar
Vê-se nas bordas de uma praia
Sob os olhares de inveja...
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Entre o sol e o mar

Sou do tempo
Em que os românticos
Falavam a língua dos jobins
Amar era bossa
E uma bossa nova
O amor, o sorriso e a flor
Era um lema
E tudo mais
Era uma saudade que chegava
Num barquinho
Feito de papel poema
Deslizando
Entre o sol e o mar
Aliás,
Amar era um ato ensolarado
As meninas tinham corpo dourado
Andavam de bicicleta
E o lobo mau flertava
Uma chapeuzinho de maio.
...
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28/10/2016 - Entre pintagóis e rouxinóis

Jogo-me no rio
Dos pintagóis
E assovio
A rouxinóis
Buscando a fio
O coração
De desdém
De quem
Feito navio
Vai além
Da imaginação
Possibilidades
E saudades
Caem nas redes
Dos meus verdes
Olhos de anzóis
Que ao som
Dos pintagóis
Ou rouxinóis
Morrem sós...


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19/01/2016 - Entre poemas e trapos

Escrevo poemas no espelho do banheiro
Nos azulejos, no guardanapo,
Nas paredes, no seu corpo inteiro
Só para os seus olhos de trapo
Ler o que diz meu coração bandoleiro


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29/07/2013 - Entregas

Entrega-se
Com simplicidade
Sem perder tempo com lucubrações inúteis
Ou discussões fúteis
Entrega-se
Fazendo do antes, durante e depois
Do momento dessa entrega
Plena saudade
Entrega-se
Sem dramas de consciência e com total inocência
Numa anticiência
Que funde mistério e beleza
Entrega-se
Com total lirismo e delicadeza
Na poética da caridade
De se doar por amor e sem vaidade.


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15/08/2013 - Envia olhares

Envia olhares
Pelas vias
Que passam esguias
Entreolhares

Envia recados
Por sopros aos corpos
Das meninas
Dos olhos de assopro

Envia sinais
Sub ou sobrenaturais
Por meio de piscadelas
De olhos aquarelas

Envia olhares
Pelas crias
Das retinas de enguias
Em choques oculares.


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Enxame

Quantas semanas
Vão levar os dias
Onde fui e vivi
De fotografias
Que não existiam
Tantos os momentos
Passados ou não
Que eu prendi
Em porta-retratos
Da imaginação
Dias que me trancavam
Em meu próprio corpo
Num total desprazer
Dias de tantas semanas
Onde os meus olhos
Não iam além
Das suas imagens
Perdidas em meu pensamento.


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02/03/2016 - Época de quê?

Época de figo, desista
Eu não ligo
Se for de jiló, insista,
Tenho dó
Época de goiaba
De jabuticaba
De marmelada
Vem toda bonita
Doce e mulher
Da estação
Pois fico romântico
Época de pitanga
Pelos matos
Ovaciono
E me apaixono
Meu coração
Quântico
Fica aos fiapos
Como manga
Chupada no pé


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Equações

E se forem quatro os sóis
Quantas serão as nuvens
Submersas no ar.

Mares, mares, mares, mares
Piratas sem fantasias
Navegantes de sal.

As nossas vidas
São quatro esquinas partidas
Que se cruzam e nunca se dão.

E são tantas as taças quebradas
De drinques flambados
No sabor de quatro chamas.

São quatro os profetas
Que andam sem amuletos
Numa profecia que fica para depois.

Se forem quatro os sóis...
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