Daniel Campos
Inicio - Serviços - Contato

Versos

Ou exibir apenas títulos iniciados por:

A  B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z  todos

Ordernar por: mais novos   título

Encontrados 27 textos. Exibindo página 1 de 3.

Idas e vindas

Só se vai embora
Quem um dia quer voltar
Voltar para ver a vida de um jeito diferente
Voltar para ver o que há por trás da despedida
Voltar para ver se os sorrisos mudaram
Voltar para ver se as juras resistiram
E se o impossível perdeu um pedaço de si.

Só se vai embora
Quem um dia quer voltar
Voltar para saber as conseqüências de sua falta
Porque a poesia mais bonita
Não é a do parto mais fácil
E não há nada mais contraditório...
continuar a ler


Comentar Seja o primeiro a comentar

Idas e vindas e idas

Até pouco tempo atrás
Ainda podia
Até podia saber dos seus embaraços
Até poderia amá-la sem lembranças
Até palavras andavam vestidas em minha boca
Até sabia olhá-lha sem nenhuma desculpa
Até que se fora de mim
Até que me fui de você
Até que voltei
Até que não veio
Até que ficamos
Nas promessas
Até então, inacabadas.


Comentar Seja o primeiro a comentar

Ilusão em cena

Os namorados que se sentam à mesa
E dão-se as mãos num encontro frio
Lançando olhares de amor supremo
Não sabem, mas não se amam.
Os namorados que se acham tão íntimos
Frente a frente há tantos anos
Conhecem as faces alheias em todos os detalhes
As faces intelectuais e as faces físicas
Todavia, nessa mesmice de paisagens
Eles nada compreendem na criatura amada...
Os namorados que não sentem ciúmes
Firmando-se seguros, leais, ímpetos...
continuar a ler


Comentar Seja o primeiro a comentar

Imagine, imagine

Imagine a mulher amada de pés descalços
Como se acabasse de levantar da cama
E fosse até a janela em busca de um horizonte
Turquesa
E que muitas vezes
Tivesse que conter um desejo tênue
Entre o suicídio e o romantismo
De se entregar aquele horizonte.

Imagine a mulher amada de pés descalços
Como se deixasse o mar
E caminhasse por uma areia fina e branca
E em seu caminhar
Netuno, o deus do mar,
Precipitaria a maré cheia...
continuar a ler


Comentar Seja o primeiro a comentar

Imbróglios

Às vezes me pergunto como estão seus olhos
Às vezes me pergunto o que passa em seus olhos
Às vezes me pergunto onde estão seus olhos
Às vezes me pergunto o que leva em seus olhos
Às vezes me pergunto o que resta de mim em seus olhos
E então, mudo de assunto.


Comentar Seja o primeiro a comentar

Imediatismo

A presença da amada é sentida de forma imediata
Ela é trazida nos braços do vento
O cenário vazio, bucólico, comum
Dá lugar a uma mulher que traz outras vidas consigo
Um olhar estreito e um aceno,
Vez ou outra diz que logo vem
Que vai fazer não sei o quê
Mas que é para esperar que ela volta
Ou simplesmente desça as escadas
De seu paraíso perdido
Ou de seu inferno sideral.

O movimento dos cabelos é orquestral
Desce com certa impaciência...
continuar a ler


Comentar Seja o primeiro a comentar

Impávido

Cruzadas estelares
Espaçonaves
Vôos de rouxinol
Em volta do arranha-céu
Da aranha que arranha
O sol.

Barcos de papel
Jornal
Pirata dos mares
Do espaço sideral
Amor tão grave
Grávido
Impávido
Coração.

Corações queimados
Corações rasgados
Corações dilacerados
Corações tomados
Pelos piratas
De pano.

Coração
Oceano
De armadilhas
Mar imenso
Tempo intenso...
continuar a ler


Comentar Seja o primeiro a comentar

Impossível

Tentei
Não agüentei
Resisti
Não consegui
Suportar
Enfrentar
Os encantos
Os acalantos
Que você cria
Que você vicia
Que você propicia
Não tenho explicações
Para suas suposições
Não sei como lutar
Se você começa a dançar
E a rodar
O mundo
E os segundos
De pernas para o ar
Tentei
Não agüentei
Resisti
Não consegui.


Comentar Seja o primeiro a comentar

Inamorato

Talvez teu passado reme em veneza
Um coliseu que agradeceu e sofreu
Por ganhar-te vida na ardua certeza
De amar uma alma que não lá nasceu.

Ah! Cruzaste um vasto mare de lacrima
Para desaguar em teus rossos labbros
Qui, falecia em solitária lastima
Guià, és o que ostento de mais caro.

Venerando a lua da boemia terrazza
Louvo e canto os versos sem pianto
Cultuando a minha bela ragazza
Ao encanto que me asperges tanto....
continuar a ler


Comentar Seja o primeiro a comentar

Incógnita

O amor
Não pode ser
Uma fogueira
De adrenalina,
Uma poeira
Messalina
Que some
Sem querer
No corpo
De alguém
Ou no céu
De ninguém...
Não,
Não pode ser
Que para amar
É preciso ceder
À tentação
De iludir
Enganar
E arrefecer
O próprio coração.


Comentar Seja o primeiro a comentar

      1  2  3   Seguinte   Ultima