Ou exibir apenas títulos iniciados por:
A  B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z  todosOrdernar por: mais novos título
Encontrados 21 textos. Exibindo página 2 de 3.
Terço da Consagração à Mãe, Rainha e Auxiliadora dos Cristãos
O terço de consagração a Nossa Senhora Auxiliadora é uma forma de chegar mais perto da Virgem Maria que tanto nos auxilia. Em cada mistério, mais um degrau em sua escalada à consagração. Consagre-se física e mentalmente, emocional e espiritualmente à Mãe, Rainha e Auxiliadora dos Cristãos.
Veja como é fácil rezá-lo (os cânticos utilizados durante o terço – a maior parte é composta de pequenos trechos de canções de invocação à Maria – estão disponíveis no arquivo “cânticos do terço”, disponibilizado no menu lateral deste blog). ...
continuar a ler
25/02/2008 -
Terra prometida
Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada... Ah! Se todas as casas fossem iguais à poesia, que maravilha viver... O Brasil tem barraco, sim senhor. O Brasil tem casa de lata, sim senhora. O Brasil dos condomínios de luxo tem cortiço. O Brasil das planícies é também o Brasil dos morros. Tem favela aqui, favela ali, favela acolá...
Tem quem more a céu aberto, coberto apenas com uma folha de jornal. Tem quem more na lona, na zona, na dobra da sanfona. Tem quem more no banco da praça do chafariz e até no canteiro da igreja matriz. Tem quem more debaixo da ponte, entre os carros e o horizonte. Tem quem more na serra e berra pelo amor de deus para não chover. É a chuva que desbarranca, soterra e atravanca o lar doce lar dessa gente que sonhou. É a chuva que alaga, destelha e traga o pouco que essa gente juntou....
continuar a ler
29/03/2008 -
Tic Tac
O tempo está doente. Diante da gravidade da situação, a equipe médica pediu segredo. No entanto, não posso esconder isso de você, caro leitor. Ele, o tempo, sofre de uma espécie de taquicardia aguda contagiosa. Suas horas, seus minutos, seus segundos batem em ritmo acelerado. Os sintomas são visíveis. Falta tempo para tudo. Pendências e mais pendências assolam nosso cérebro. Sofremos da sensação de um atraso constante. Sol e lua têm encontros freqüentes. O amanhecer e o anoitecer se misturam cada vez mais e tudo se transforma em uma coisa alucinada. ...
continuar a ler
23/11/2008 -
Torre de esmeralda
Todo fim de tarde é a mesma história. Praticamente, um ritual cumprido religiosamente. Uma menina de nove anos aproveita que a mãe se perde nas contas do terço e deixa a parte central da igreja com a desculpa de brincar com as outras crianças, que correm pela pracinha de paqueras e pipoqueiros. No entanto, seus passinhos tomam outro destino - a torre da igreja. O sino está desativado há alguns anos, mas a vista da cidade dali de cima é capaz de dobrar, badalar, ensurdecer corações. Ela já havia contado. É preciso enfrentar cento e oitenta e três degraus para se chegar ao topo daquele seu castelo de cartas. ...
continuar a ler
Torresmos
O chão vermelho era mais poeira do que terra. Uma cor que tingia a roupa para desespero de quem fosse lavá-la. A minha camiseta manchada pelas patas vermelhas do dragão. Dragão? Não. Não estou em nenhum cenário de castelos e princesas em perigo. Mas meu avô deve ter mergulhado nesse mundo mágico para batizar aquele cachorro que tinha em si tantas raças. Quem sabe em seus genes não havia a genética de um dragão? Delírios. Fantasia e sol.
Andávamos pelo abacateiro. Ele, ao meu lado, corria, com o corpo esticado, como se mergulhasse e planasse no ar por alguns instantes antes de tocar o solo. Íamos juntos até o fim do pomar, mais de quinhentos passos de um metro. Ele comia alguns abacates que encontrava rachados pelo chão e, sobretudo, corria. Adorava correr. Perdi todas as corridas que apostamos. No começo, ele me dava uma colher de chá, mas depois começava os seus mergulhos e me vencia. ...
continuar a ler
Trabalho Carcará
Lembra do dia
Que o trabalho lhe venceu
Ao podar sua vida
Lembra do seu filho que chorou
Porque disputou
Um campeonato e perdeu
Sua torcida
Lembra da especialização
Daquela pós-graduação
Que você tanto sonhou
E não pode fazer
Lembra do quanto deixou de crescer
Porque o trabalho roubou
Horas e horas do seu prazer
Ah! Trabalho carcará
Pega, mata e come
Ah! Trabalho carcará...
continuar a ler
Trânsito em transe
Imagine leitor, dormir em uma cidade e acordar sem saber onde está. E não é falta de memória. As casas, as árvores, as ruas seriam as mesmas de ontem. Mas algo estaria fora de lugar. Imagine leitor, sentir-se perdido em lugares que são nossos velhos conhecidos. Talvez eu esteja confuso leitor, mas, em breve, todos nós estaremos entregues à confusão.
A cidade entregue ao caos. Ruas que sobem irão descer, ruas que descem irão subir. Veículos que vão para lá, virão para cá. Carros que param desse lado irão estacionar do outro. Só um lembrete: os motoristas e os pedestres vão ser os mesmos, isto é, nós. Imagine leitor, os mogimirianos vão se sentir estranhos em Mogi-Mirim. Parece enredo de filme, mas não é....
continuar a ler
Trinta e nove graus
As amigas a convidavam para boates, pizzarias, cinemas, barzinhos e violões... Mas ela nunca aceitava convite algum. Preferia ficar em casas. Não via o momento de encerrar o expediente, assinar o ponto e pegar o caminho de volta. O seu trabalho no funcionalismo público, entre um amontoado de papéis monótonos era bem menos interessante do que sua casa. Não saia para nenhum hapy hour, para nenhum aniversário, para nenhum convite mais indiscreto. Era irredutível na sua volta para casa. Ninguém a entendia. Talvez nem ela. Ela até tentava, mas seu íntimo, numa relação freudiana entre ig, ego e superego, levava-a de volta para casa....
continuar a ler
26/12/2008 -
Tudo o que eu queria da vida
Tudo o que eu queria da vida era um amor, um barco e um mar alaranjado. O amor, a vida me deu num belo presente cheio de fitas e magias. O barco está fora de cogitação. E o mar corre vermelho, corre azul, verde, mas não se laranja em momento algum. Do amor, tenho os gomos de beijos e os pedaços do desejo. Do barco, só tenho o vento que me sopra e a vela que eu acendo em prece no ardor deste amor. Já do mar alaranjado eu não tenho nada, já que o sol não quer tingi-lo, apenas frigi-lo em chamas azuis....
continuar a ler
Tuti fruti
Chega sem pedidos de licença. Acomoda uma xícara de leite com café e uma cestinha com um pão de queijo enorme numa mesa pequenina. Mas no primeiro momento, não toca na xícara nem na cestinha, não beberica o leite nem belisca o pão de queijo. Traz consigo logo três livros. Não se contenta com uma só história. Começa a folhear um livreto com fotos de animais acompanhadas de pequenas mensagens. Devia ser divertido, pois ria compulsoriamente durante uma página e outra. Não estava nem ai para quem estava do seu lado. Talvez risse daquela forma porque fosse desligada ou porque quisesse atenção. Atenção? Cabelos longos e crespos, sardas no rosto e uma blusa colorida de crochê. A leitura segue. ...
continuar a ler


