Ou exibir apenas títulos iniciados por:
A  B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z  todosOrdernar por: mais novos título
Encontrados 13 textos. Exibindo página 2 de 2.
Rosa de retalhos
O domingo amanhecia em fiapos de esperança no corpo esquálido de uma rosa. Contrariando o clima de Copa do Mundo, o verde e o amarelo davam lugar a trapos frios, quiçá tendência nas passarelas de Milão. Uma realidade tão próxima quão distante daquela mulher de corpo magro e cabelos descorados. Sol e tintura barata.
Em torno do cálice do seu corpo, possíveis roupas, impossíveis cobertas. Eram pele e lã e fibra sintética num contorno sem rima. Era Rosa. Mas não era rosa flor, era rosa espinho. Espinho de um inverno que feria bania entristecia o dia. E pelas rachaduras de uma prancha de papelão aquela rosa nascia. ...
continuar a ler
Rua chico venâncio
Há mulheres que marcam passarelas em Nova Iorque, Milão, Paris... Há mulheres que se tornam símbolos de uma praia, como a Garota de Ipanema... Mas só uma mulher marcou uma rua como ela marcou. Quando ela surgia no portão de casa e colocava os pés na calçada de uma das ruas mais famosas de uma cidade do interior, pode-se dizer que um fenômeno acontecia. Homens, de todas as idades, classes sociais, estados civis e religiões saiam à porta de seus estabelecimentos para acompanhar os movimentos daquela garota. Mulheres, por curiosidade ou inveja, espionavam-na de forma discreta. Aliás, a notícia sobre a tal "musa da rua Chico Venâncio" se espalhou pela cidade de tal forma que muitos curiosos vinham de longe só para testemunhá-la. ...
continuar a ler
15/06/2008 -
Rua Mato Grosso, número 43
Rua Mato Grosso, número 43. Bairro da Santa Cruz. Foi em uma casa simples de paredes brancas e grade verde, que conheci um universo de perfumes. Não sei o que dona Ofélia e seu Antônio, os proprietários daquela casa, aprontaram para ela ter ficado impregnada em minhas narinas. Já no jardim, por entre um cimentado com alguns canteiros circulares despontava um pé de coqueiro, daqueles rechonchudos, que exalava um cheiro que até hoje não saiu de mim. Um cheiro doce e forte. Não sei se vinha de suas folhas, daquele seu fruto alaranjado que nascia em formato de abacaxi ou das orquídeas que ficavam amarradas em seu tronco. Podia vir também dos muitos pássaros, inclusive dos beija-flores, que vinham em busca de água com açúcar e quirela de milho. ...
continuar a ler


