Daniel Campos

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14/03/2010 - “Não manche meu nome”

Hoje, quase 16 anos de ausência depois, o sobrenome Senna volta a uma pista de Fórmula-1 para disputar um Grande Prêmio Oficial. O capacete amarelo, com faixas verde e azul, também é cópia daquele que deixou o mundo boquiaberto. O locutor esportivo responsável por narrar os feitos do nome Senna também é um velho conhecido. No entanto, nada é igual. E não é preciso sequer assistir a corrida para saber disso.

O menino que hoje tenta trilhar os caminhos do tio dificilmente vai honrar o sobrenome e o capacete. E isso não é culpa de Bruno. A culpa é que um novo Senna não nasce assim. Ayrton chegou à F-1 consagrado nas categorias de base. Em sua bagagem, além da experiência, levou uma série de títulos e elogios. Bruno traz com ele um sobrenome de peso, que pode pesar demais sobre seus ombros, um capacete que ainda vive no subconsciente de muita gente e o dinheiro de uma empresa brasileira. ...
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21/11/2013 - “Não vai dar tempo”

Não vai dar tempo de ir mais uma vez a Brasília. Não vai dar tempo de lhe encontrar de novo. Não vai dar tempo de voltar a sua casa. Não vai dar tempo de lhe entregar o doce de laranja que eu fiz pra você. Não vai dar tempo de lhe dar um abraço. Não vai dar tempo de sair desta cama de UTI. Não vai dar tempo de sorrir outra vez. Não vai dar tempo de arrumar tudo para o Natal. Não vai dar tempo de eu ver nada além do que vejo agora por mais uma vez. Não vai dar tempo de eu conseguir levantar, andar, viajar... ...
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19/03/2010 - “Olha pra frente que de trás cuido eu”

Era noite alta e grande. Perto da meia-noite, a lua de tanto minguar se apagou. Tudo ficou negro. Tudo ficou escuro. Pelos rumos da linha do trem, um homem andava farto de medo. O vento soprava fazendo com que os galhos das árvores gemessem. Um vento frio em pleno verão. As moitas de capim sacudiam diante daqueles sopros de ar. O mato parecia ganhar vida. Era uma sensação horrível ver tudo se mexendo ao seu redor. E naquela noite ele não havia tomado um gole sequer de cachaça. Estava tão sóbrio quão sua finada mãe (que Deus a tenha). ...
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