Daniel Campos
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Encontrados 43 textos. Exibindo página 5 de 5.

Promessas de cacharrel

Os microfones dispostos em meio aos arranjos de flores envelhecidas aguardam o começo da cerimônia. Atrás de uma plaqueta com inscrições minúsculas, ela se escondia. Mas a mulher, respeitada em todo o mundo, doutorada em micro-partículas, era tomada por uma vontade de falar coisas macros. E no seu entender, o céu, o sol, o amor eram macros. Enquanto outros especialistas da área faziam análises ligadas ao comportamento humano diante das micro-partículas, ela queria falar de amor.

Uma sensação de falta de ar, embora alguns ventiladores tentassem imitar um vento que não existia. Faltava espaço. Uma multidão se aglomerava e se confundia. Os rostos tinham as mesmas expressões, os mesmos desenhos. As luzes frias roubavam o brilho que restava em alguns olhares. As flores se esparramavam secas, embora fosse primavera....
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Prova de amor

Por todo o sempre, hei de lhe amar, adorar-lhe e lhe mostrar que o amor, de fato, existe. Por todo o sempre, hei de cultivar a esperança de tê-la ao meu lado. Por todo o sempre, hei de fazer cumprir este juramento ? amar-te, por mais que me doa a dor da separação. Por todo o sempre, hei de lembrar da tua boca, morada perfeita dos sonhos que eu sempre trouxe em mim. Por todo o sempre, hei de ter em mim a marca dos teus olhos, que de tão doces ferem de contentamento a coisa amada.

Por todo o sempre, hei de pensar em você... a forma como amanheceu? A roupa que veste? Está com vontade de quê?... Por todo o sempre, zelarei por ti a espera de teus cuidados. Por todo o sempre, a cada nascer do sol, hei de me consagrar a você. Por todo o sempre, hei de me perguntar - por quê? Por todo o sempre, hei de me referir a você como o meu amor (e nunca o tempo vai atrofiar esse amor, posto que não tem forças para isso). Por todo o sempre, hei de lhe agradecer (você fez valer, pela primeira vez em minha vida, o meu amor poeta). ...
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13/12/2008 - Puxão de orelha real

Diz o dito popular que quem é rei não perde a majestade, mas o cantor Roberto Carlos tem abusado da sorte. Já perdi a conta dos anos em que os fãs do rei têm passado em brancas nuvens. O último álbum completo de inéditas bem longe se vai. E todo ano é a mesma novela. Roberto anuncia no primeiro semestre que vai lançar um disco de músicas inéditas e desmente tudo no segundo. Embora haja todo um clima mítico em torno do rei, isso já cansou.

Neste final de 2008, às vésperas de completar 10 anos da morte de Maria Rita, o cantor nos brinda com um álbum em homenagem a Tom Jobim. Clássicos da bossa nova em duetos com Caetano Veloso. É inegável que o trabalho é bonito e de bom gosto, mas onde está a ousadia que transformou Roberto em rei? Onde está sua parceria com Erasmo? Onde está aquele cantor que, assim como Orlando Silva, alimentava-se das multidões, emplacando um sucesso atrás do outro. ...
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